Fezes de 50 mil anos revelam que neandertais também comiam plantas
Esta é a primeira evidência de que dieta de espécie primitiva era onívora. Pesquisadores encontraram mais antiga evidência de matéria fecal humana.
Da AFP
Sítio arqueológico El Salt, no sul da Espanha, onde foram identificadas amostras de fezes de 50 mil anos (Foto: Ainara Sistiaga/PLoS ONE/Divulgação)
A mais antiga amostra identificada de matéria fecal humana, que data de 50 mil anos atrás, revelou que os neandertais não comiam apenas carne, mas também gostavam de vegetais, revelou um novo estudo publicado na quarta-feira (25). A descoberta foi feita no sítio arqueológico de El Salt, no sul da Espanha, onde essa espécie extinta de primatas – que teria coexistido com o Homo sapiens – viveu entre 45 mil e 60 mil anos atrás. A pesquisa, publicada no periódico científico "PLoS ONE", é a primeira a analisar fezes para conhecer precisamente o tipo de alimentação dos neandertais.Cientistas escavaram o solo e sedimentos e para retirar amostras de um pó que foi levado para análise em um sofisticado laboratório do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. Eles então descobriram biomarcadores nas fezes que demonstravam a presença de coprostanol, um lipídio que se forma quando o estômago metaboliza o colesterol, particularmente após a ingestão de carne. Os pesquisadores também identificaram o 5B-stigmastanol, substância que se forma quando plantas se quebram no processo digestivo.Isso significa que os neandertais comiam sobretudo carne, como os especialistas já afirmavam há algum tempo, mas também foram encontradas evidências de uma considerável quantidade de plantas nessa dieta, inclusive tubérculos, nozes e frutas vermelhas."Nós acreditamos que os neandertais provavelmente comiam o que estivesse disponível em diferentes situações, estações e climas", disse a pesquisadora Ainara Sistiaga, formada na Universidade de La Laguna e uma das participantes do estudo, enquanto estudava no MIT.Trabalhos anteriores já sugeriram que os neandertais comiam nozes e plantas, com base em resíduos encontrados em seus dentes. No entanto, esses resultados não foram definitivos, porque os ancestrais costumavam usar os dentes como ferramentas e poderiam ter mastigado ou prendido material vegetal com a boca, sem comê-lo.Também seria possível que os vestígios de microfósseis de plantas nos dentes viessem de conteúdos estomacais das presas que eles haviam comido.Por essa razão, as amostras de 50 mil anos de idade fornecem uma abordagem mais direta para descobrir o que realmente os neandertais comiam: uma dieta variada, segundo os cientistas. Antes de a espécie ser extinta, sua capacidade de comer tipos variados de comida pode tê-la ajudado a sobreviver, afirmou o coautor da pesquisa Roger Summons, professor de geobiologia no Departamento de Ciências da Terra, Atmosfera e Planetária do MIT."É importante compreender todos os aspectos de por que a humanidade chegou a dominar o planeta da forma como o faz", disse Summons. "Muito disso tem a ver com uma melhor nutrição com o passar do tempo", concluiu.
Moedas de 2 mil anos são achadas em caverna
Tesouro 'emocionante' encontrado na Grã-Bretanha reúne moedas pré-históricas da Idade do Ferro e do período romano.
Da BBC
Segundo especialistas, esta é a primeira vez que moedas de duas civilizações distintas são encontradas juntas (Foto: National Trust)
Uma reserva preciosa de moedas do período romano e do final da Idade do Ferro – último período usado para classificar as sociedades pré-históricas – foi descoberta em uma caverna onde permaneceu intacta por mais de 2 mil anos.O tesouro foi encontrado em Dovedale, no condado de Derbyshire, no centro da Inglaterra, por um indivíduo que se deparou inicialmente com quatro moedas. A descoberta deu início à escavação completa do local.Segundo especialistas, esta é a primeira vez que se encontram moedas dessas duas civilizações enterradas juntas.
'Riqueza e poder'
Os arqueólogos descobriram ao todo 26 moedas, incluindo três do período romano, que datam de antes da invasão das ilhas britânicas pelo Exército de Roma, em 43 d.C.Foram encontradas também 20 peças de ouro e prata que datam dos últimos anos da Idade do Ferro, que na Grã-Bretanha engloba o período de 800 a.C. a 100 d.C. Os artefatos pertenceriam à tribo Corieltavi, que vivia na ilha antes da invasão romana.Apesar de moedas romanas serem normalmente achadas no campo, acredita-se que esta seja a primeira vez que elas tenham sido encontradas em uma caverna. "As moedas sugerem a quantidade de riqueza e poder do indivíduo que as possuia", disse a arqueóloga da entidade britânica do patrimônio histórico, o National Trust."Durante a Idade do Ferro, moedas eram usadas mais como símbolo de poder e status do que para comprar e vender alimentos e outras necessidades", explicou.
'Descoberta emocionante'
O maior tesouro de ouro e prata da Idade do Ferro já descoberto na Grã-Bretanha foi localizado por um arqueólogo amador próximo a Hallaton, no condado de Leicestershire, no ano 2000. Mais de 5 mil moedas, joias e um capacete romano banhado a prata estavam entre os tesouros encontrados durante a escavação.O curador de moedas romanas e da Idade do Ferro do Museu Britânico, Ian Leins, disse que, apesar de não ser tão numeroso quanto a descoberta de Hallaton, o tesouro achado em Dovedale é "emocionante".Pela primeira vez, o National Trust contou com a ajuda de ex-soldados que estiveram no Afeganistão para ajudar na escavação. As moedas foram limpas por especialistas em conservação do Museu Britânico e da University College London, e ficarão expostas permanentemente no Museu Buxton a partir do final deste ano.
Arqueólogos descobrem ruínas de cidade greco-romana no Egito
Local reúne edificações rodeadas por um muro de forma retangular. Segundo ministro, achado reflete vida diária entre 343 a . C. a 395 d . C.
Da Agência Efe -30/06/2014
Fonte da foto; http://www.jornaldearqueologia.net/
Especialistas italianos e egípcios descobriram as ruínas de uma cidade que da época greco-romana na província de Al Bahira, no nordeste do Cairo, informou nesta segunda-feira (30) o ministro egípcio de Antiguidades, Mamduh al Damati.Em comunicado, o ministro explicou que os vestígios foram achados sob um grande camada de limo na área de Al Kom al Ahmar, cerca de 25 quilômetros ao sul do Rashid, um afluente do rio Nilo.A exploração magnética do lugar revelou que a zona contém várias edificações rodeadas por um enorme muro de forma retangular, que provavelmente foram dedicadas ao uso administrativo e religioso.Al Damati disse que "este achado tem uma importância histórica, porque reflete a vida diária dessa época", entre 343 a . C. a 395 d . C.Além disso, revela "mais detalhes da natureza arquitetônica dessas cidades, já que é um protótipo destacado do estilo helênico e romano", segundo o ministro.Por sua vez, o membro da parte egípcia da equipe mista Mohammed Qanaui, explicou que as primeiras investigações indicam que a cidade começou a ser construída no Período Tardio faraônico (724-343 a . C.).As escavações foram efetuadas por uma equipe mista do Ministério egípcio de Antiguidades e do Centro de Arqueologia Ítalo-egípcio.
Cientistas descobrem nova espécie de dinossauro com 'quatro asas'
Espécie tinha membros anteriores e posteriores cobertos de penas. Do tamanho de peru, Changyuraptor yangi possivelmente voava ou planava.
Da AFP
Concepção artística mostra novo dinossauro emplumado descoberto na China (Foto: Reuters/S. Abramowicz/Dinosaur Institute/NHM)
O fóssil de um estranho dinossauro com quatro membros cobertos de penas semelhantes a asas, escavado na China, pode fornecer novas evidências sobre as origens das aves, informaram cientistas em um estudo publicado esta terça-feira (15) na revista "Nature Communications".Escavado na província de Liaoning, no nordeste da China, o fóssil bem preservado pertenceu a um predador de 125 milhões de anos do tamanho de um peru.Denominada Changyuraptor yangi, a criatura tem membros anteriores semelhantes a asas, assim como pernas cobertas de penas, que se assemelham a um segundo par de asas. Seu corpo mede 1,3 metro do bico até a ponta da longa cauda."Com 30 centímetros de comprimento, as impressionantes penas da cauda do Changyuraptor são, de longe, as mais longas de qualquer dinossauro emplumado", explicou Luis Chiappe, do Museu de História Natural de Los Angeles.Dinossauros semelhantes, que também aparentam ter quatro asas, são conhecidos como microraptors. Este é o maior microraptor já encontrado, com peso estimado em 4,5 quilos. Apesar dos dois pares de "asas", a destreza com que voavam pelos céus ainda é tema de grande discussão. A nova descoberta sugere que, no caso do Changyuraptor, voar ou planar era bastante possível. As penas da cauda superlonga poderiam fornecer controle aerodinâmico, garantindo que a criatura fizesse um pouso seguro.
Fósseis do dinossauro 'Changyuraptor yangi' foram encontrados no dordeste da China (Foto: Reuters/ L. Chiappe/Dinosaur Institute/NHM)
Se for esse o caso, será preciso repensar a teoria segundo a qual as aves evoluíram apenas dos terópodes (dinossauros bípedes) pequenos e emplumados."O novo fóssil atesta que o voo do dinossauro não se limitou a animais muito pequenos, mas a dinossauros com tamanho mais robusto", escreveu Chiappe em um comunicado à imprensa. "É claro que necessitamos de muito mais evidências para compreender as nuances do voo do dinossauro, mas o Changyuraptor é um grande salto na direção certa", acrescentou. Datar a origem das aves tem sido motivo de discussão entre os paleontólogos.Por décadas, o título de "primeira ave" pertenceu ao Archaeopteryx, um dinossauro de 150 milhões de anos, do qual 11 espécimes foram encontrados em minas de calcário na Alemanha. Mas alguns anos depois, foram descobertos na China fósseis de 160 milhões de anos do que parecem ser antepassados do Archaeopteryx.A cauda do Changyuraptor contribui para a discussão ao mostrar os longos caminhos evolutivos que levaram ao aparecimento da primeira ave."Muitas características que há muito tempo estiveram associadas com as aves evoluíram nos dinossauros muito antes que as primeiras aves entrassem em cena", disse outro pesquisador, Alan Turner, da Universidade Stony Brook, em Nova York. "Isto inclui ossos côncavos, comportamento de construir ninhos, penas. E possivelmente, o voo", acrescentou.
Escâneres revelam segredos de múmias milenares do Egito; veja as imagens
O Museu Britânico, de Londres, utilizou escâneres de última geração para tentar desvendar segredos guardados por milenares múmias egípcias e sudanesas.
Fonte: Site BBC Brasil
Escâneres de última geração permitiram ver múmias milenares através de suas bandagens pela primeira vez
Um total de 8 entre as 120 múmias do acervo do museu foram submetidas a escâneres em um hospital londrino, entre elas as múmias de duas crianças.O experimento permitiu, pela primeira vez, ver através de suas bandagens, e, assim, observar suas peles, rostos, ossos e até mesmo alguns órgãos internos que permaneciam preservados. Foi possível até mesmo determinar o sexo de algumas delas, o que permanecia indefinido desde que as múmias foram adquiridas pelo museu, há 250 anos.Os resultados dos exames constarão de uma animação gráfica que será exibida como parte da exposição Ancient Lives, New Discoveries (Vidas Antigas, Novas Descobertas, em tradução literal), que o museu vai inaugurar no próximo dia 22 de maio.As animações estão sendo criadas com o auxílio de um software gráfico utilizado originalmente em trabalhos de engenharia automobilística. A nova exposição do museu vai explorar rituais de morte e sepultamento e as vidas de civilizações antigas. Muitos dos dados da exibição foram colhidos a partir do estudo de múmias.
Retrato do passado
Testes revelaram detalhes dos ossos e da pele das múmias egípicas
O estudo permitiu conhecer melhor os hábitos alimentares, a medicina da época, a música ouvida por povos antigos e como viviam as crianças do período.De acordo com o Museu Britânico, a mostra busca "oferecer um retrato" das vidas de oito pessoas que viveram no Vale do Nilo ao longo de mais de 4 mil anos - desde o Egito pré-histórico até o Sudão cristão.A mostra usará tecnologia interativa para oferecer informações sobre cada múmia, desde seu estado de saúde até a forma como elas foram embalsamadas e preservadas.Entre as múmias há desde a filha de um sacerdote até a um cantor de templos. Há ainda um homem de meia idade, um porteiro de um templo e até uma mulher que portava uma tatuagem cristã em sua pele.
Múmias serão mostradas em exibição no British Museum a partir de maio
Um dos corpos mumificados é o de um homem de Thebes mumificado por volta de 600 a.C., que sofreu de abcessos dentários tão infectados que eles podem ter não apenas lhe propiciado fortes dores, mas até mesmo terem sido a causa de sua morte.Uma das principais descobertas feitas foi a da espátula usada para escavar o cérebro através do nariz, durante o processo de mumificação. A espátula acabou quebrando dentro de seu crânio, o que foi revelado durante o escâner.Os realizadores da mostra pretendem recriar a espátula por meio de impressão 3D.A mostra também trará a múmia de uma cantora, que viveu por volta de 900 a.C. e recebeu uma das formas mais nobres de mumificação disponíveis na época. As inscrições em sua tumba levam a crer que ela seria uma das cantoras do Templo de Karnak.Os testes de escâner mostraram ainda o quão preservadas estavam a pele e o cabelo das múmias. E oferecem ao visitante a primeira chance de ver o seu rosto.